quinta-feira, 19 de junho de 2014

Ah! Se...

"o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi. E na vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri. Mas quem sofre sempre tem que procurar, pelo menos vir achar razão para viver… Ver na vida algum motivo pra sonhar , ter um sonho todo azul , azul da cor do mar... "

Tim Maia 


Anda ...

Vem ver o mar
ver as ondas a bater nas rochas
o murmúrio das ondas
Ouvir o que o mar tem para nos dizer
As histórias que tem para nos contar
O mar azul,
verde, imenso





O segredo é ....

O segredo é amar. Amar a Vida
com tudo o que há de bom e mau em nós.
Amar a hora breve e apetecida,
ouvir os sons em cada voz
e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar, só por amar,
com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade
e ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
sem limites, fronteiras, horizonte.
Beber em cada fonte,
florir em cada flor,
nascer em cada ninho,
sorver a terra inteira como o vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer,
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
pois um beijo de amor jamais se perde
e cedo refloresce em pão, em água!”
Fernanda de Castro, in “Trinta e Nove Poemas

Se eu pudesse...

Se eu pudesse deixar-te algum presente deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. 
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. 
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos.
 Deixaria para ti, se pudesse, o respeito daquilo que é indispensável. 
Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
Mahatma Gandhi

terça-feira, 17 de junho de 2014

Era uma vez

Era uma vez uma princesa debaixo de um laranjal.
Infelizmente já não existem as princesas de longos cabelos loiros nem sequer histórias como a da princesa e do sapo.


Também já não existem príncipes de cavalo branco que vão salvar as princesas.

Fadas e contos

As fadas são criaturas fantásticas, próprias do folclore europeu ocidental. Apresentam-se como mulheres de grande beleza, imortais e dotadas de poderes sobrenaturais, capazes de interferir na vida dos mortais em situações-limite. Os contos de fadas remontam a tempos antigos, oriundos da tradição oral de diferentes culturas pelo mundo. Tratava-se de histórias contadas de pai para filho e, acabaram imortalizando-se no imaginário coletivo. Só começaram a ser registradas em livros na Idade Média, quando a criança começou, verdadeiramente, a ser tratada como criança. Até então não havia grandes distinções entre adultos e crianças, pois ainda não havia aquilo que conhecemos hoje por infância, que é o período relacionado com o desenvolvimento dos pequenos.

Atualmente os contos de fadas podem nos fazer sonhar, mas lá no início eram histórias dignas de nossos piores pesadelos!


Felicidade é...

Felicidade é rir da vida
é aproveitar cada momento
é lutar a cada momento
e nunca,
Nunca
Desistir

Morre lentamente

Morre lentamente 
quem se transforma em escravo do hábito, 
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca 
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. 
Morre lentamente 
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música, 

Conta-me Histórias

Quando eu era pequena, os campos estavam cheios de flores. Não me lembro dos dias de chuva. Só me lembro de uma grande clareira onde os gafanhotos saltavam e sei que havia uma ribeira perto.
Eu tinha 12 anos e tinha um namorado. Não me recordo do seu nome, mas sei que era meu namorado porque um dia quando brincávamos (e éramos muitas crianças) só ele soube apanhar e soube oferecer-me uma flor.
No dia seguinte trazia uma roda de borracha, um pneu autêntico e minúsculo de um dos seus carros de corrida.
Era tão pequeno que cabia na palma da minha mão, mas os sulcos de pneu verdadeiro fascinaram-me.
Eu não disse que o queria, não disse sequer que o achava bonito. Mesmo assim, ele deu-mo:
– Toma, é para ti.
Deu-me uma flor e depois um pneu. Então eu pensei que a amizade era uma coisa muito bela. Queria dar-lhe também – o quê? – uma erva, uma pedra, o quê? Pequenos objetos que afinal ele também podia apanhar, mas que talvez oferecidos por mim lhe parecessem mais belos.
Perguntei-lhe: – O que queres?
– Queria que me contasses uma história.
Eu sabia muitas histórias. Umas, de as ter ouvido; outras, de as ter imaginado. Mas receava que alguém já lhas tivesse contado. Então comecei a modificar, a transformar as histórias minhas conhecidas, na esperança de que ele não as reconhecesse.
– É diferente, essa tua história. Gostei dela. Sabes mais?
Eu não sabia mais. Ou melhor, sabia muitas, muitas porque me era sempre possível inventar. Não me lembro de quantas contei.

(texto com supressões)
Menéres, Maria Alberta, A Chave Verde ou os Meus Irmãos

A vida


quinta-feira, 12 de junho de 2014

o poeta

Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.