Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada
para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de
verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde cresciam lírios brancos e
uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas.
Nessa casa morava um rapazito que passava os
dias a brincar na praia.
Era uma praia muito grande e quase deserta
onde havia rochedos maravilhosos.
Mas durante a maré alta os rochedos estavam cobertos
de água. Só se viam as ondas que vinham crescendo do longe até quebrarem na
areia com barulho de palmas. Mas na maré vazia as rochas apareciam cobertas de
limo, de búzios, de anémonas, de lapas, de algas e de ouriços. Havia poças de
água, rios, caminhos, grutas, arcos, cascatas. Havia pedras de todas as cores e
feitios, pequeninas e macias, polidas pelas ondas. E a água do mar era
transparente e fria. Às vezes passava um peixe, mas tão rápido que mal se via.
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